MUDANÇAS SEM MUDANÇAS 10, setembro, 2010
Tenho falado, no Blog e no twitter sobre as conseqüências do erro que o homem faz de viver como se som pensasse, ignorando as emoções envolvidas. Escrevi a respeito disto nos diferentes campos de ajustamento: pessoal, profissional, educacional.
Escrevi também a respeito do muito tempo em que falo disso. Com Jovem Urgente, que foi feito pela TV Cultura, tenho um marco de tempo: 40 anos.
Escrevi sobre a importância da vivência da emoções na conclusão do processo dialético.
Finalmente, conclui que minha função é continuar falando sobre isso. Não acredito que consiga ver o resultado, mas ficou clara a visão do campo de batalha.
Lembro-me, quando criança, de freqüentar a Igreja de São João Baptista, no Brás. Na parede estava escrito, em letras garrafais, em Latim: “Vox clamantis in deserto”. A voz que clama no deserto. Vocês não fazem idéia do número de vezes que achei a frase profética. Hoje vejo que ela cumpriu a profecia e passou a ser o lema de minha missão; “Vox clamantis in deserto”.
O campo profissional me parecer o primeiro em que a verdadeira mudança vai ocorrer. Por razões óbvias. Porque mexe com o órgão mais sensível do ser humano, que todos sabemos ser, na nossa cultura atual, o bolso.
Estou participando do que parece ser o início de uma verdadeira mudança.
Há alguns anos as empresas perceberam que a relação mais produtiva seria a matricial. Perceberam e imediatamente a implantaram. O tipo der relacionamento matricial é o tipo de relacionamento básico das empresas no Brasil.
Mas, o homem é um animal racional que vive como se só pensasse, não levando em consideração a parte animal, a que sente. Resultado: o relacionamento matricial foi implantado. Cada gerente tem agora dois ou três chefes. Mas…a empresa continua tendo o relacionamento antigo, hierárquico. Continua cobrando, reconhecendo, premiando da forma antiga, hierárquica.
Os gerentes, por sua vez, reproduzem nas equipes as mesmas formas de relacionamento, a proposta e cobrada, matricial, e a real, hierárquica. Com o mesmo estilo gerencial: goela abaixo, mandando quem pode, obedecendo quem tem juízo.
O segundo organograma, o matricial-proposto corresponde à verdade que caminhou mas que não tem uma estrutura que lhe dê base.
A boa notícia é que estou participando do primeiro grupo de diretores que se propõe a discutir assuntos que hoje são consultas entre áreas. Amanhã, se não discutidos, serão problemas entre áreas.
Só que a discussão será… fora do horário de trabalho. Para sempre? Não creio. Será assim ate que a empresa perceba que tais reuniões são lucrativas. Que correspondem ao que tinha sido pensado. A diferença é que começa a ser sentido.
As reuniões serão então no horário do expediente, atingirão todos os níveis, se espalharão por outros campos do ajustamento humano, educacional e familiar, por exemplo, etc.
Apesar disto tudo, tenho ficado preocupado com a ausência de depoimentos, apesar de mais de 300 seguidores no twitter.
Hipóteses:
1. A idéia é nova e precisa ser digerida.
2. A hipótese é incorreta. Se for este o caso, acho as respostas mais importantes ainda. Lembro sempre minha definição de amigo ( se estou errado, amigo fala para mim), básica na compreensão do verdadeiro feedback.
Acho que a continuação devera atender às conclusões acima e, portanto, ser mais focada.