Galeria de Imagens
Observar o céu nos dias de hoje, em grandes centros urbanos, deixa a desejar a real beleza do firmamento. A nossa visão permite apreciar uma pequena parte da natureza. Nós estamos limitados ao que chamamos de luz visível e um dos espetáculos mais belos que ainda podemos apreciar com relativa facilidade é o arco-íris. A luz visível é uma pequena fração do espectro eletromagnético, o qual abrange uma região dos raios gamma as ondas de rádio, conforme indicado na figura abaixo.
Figura 1: O espectro eletromagnético
Algumas dessas faixas do espectro são de uso comum no nosso cotidiano. Os raios gamma gerados pela desintegração de núcleos atômicos de determinadas substâncias armazenadas nos laboratórios de física nuclear. Os raios-X são úteis nas radiografias de ossos ou da nossa arcada dentária. O ultravioleta está presente nos aparelhos de esterilização em consultórios dentários. A luz visível é gerada pelas nossas lâmpadas incandescentes. O infravermelho está presente nos aparelhos de controle remoto. As microondas nos famosos fornos de microondas. As ondas de radar tão comum nos sistemas de navegação e controle do tráfego aéreo. As ondas de TV estão associadas aos sinais de transmissão aberta que os nossos televisores interpretam e transformam em imagens e, por fim, as nossas ondas de rádio associadas às transmissões de amplitude modulada.
Ômega Centauri em Raio-X: ROSAT
A imagem em raio-X mostra um campo uniforme sem a presença de fontes que gerem essa radiação, isso se deve a predominância de estrelas antigas, vermelhas pouco massivas.
Omega Centauri em Ultravioleta: ASTRO-1
A imagem em ultravioleta revela a contribuição de estrelas jovens e massivas.
Omega Centauti no Visiíve: DSS
A imagem fotográfica em branco e preto é muito mais sensível que uma imagem colorida. Ela evidencia as estrelas do aglomerado e registra as estrelas de fundo que não fazem parte dele na parte inferior da imagem. Isso decorre do longo período de exposição.
Ômega Centauri no Visível (colorida): P. Seitzer
A imagem colorida revela uma semelhança de distribuição das estrelas em relação à anterior só que a sensibilidade da imagem é menor.
Ômega Centauri no Infravermelho Próximo: 2MASS
A imagem em infravermelho próximo revela a forma do aglomerado, mas é menos intensa que as duas anteriores em decorrência de um tempo de exposição bem menor que as duas imagens anteriores.
Ômega Centauri no Infravermelho Médio: IRAS
Ômega Centauri no Infravermelho Distante: IRAS
As imagens mostram que há pouca emissão de infravermelho decorrente da re-emissão oriunda da radiação no visível e no ultravioleta. A pesar de uma concentração intensa na região central as imagens revelam uma baixa concentração de poeira.
Ômega Centauri no Radio: VLA
A imagem igualmente revela uma região uniforme com poucas fontes de emissão em radio. As regiões mais densas na imagem devem ser de uma origem mais distante que o aglomerado.
Eis algumas imagens obtidas no OPD:
Imagemm da Nebuolsa Eta Carinae
Também conhecida como a Nebulosa Buraco de Fechadura (NGC 3324) está localizada na constelação de Carina. Na sua parte central existe uma região muito ativa localizada na estrela Eta Carinae.
Imagem de M1
Messier 1 é o resultado da explosão de uma estrela cujo brilho foi visto pela Terra e pela primeira vez no ano de 1054. Esse objeto está localizado na constelação do Touro.
Imagem de M104
Messier 104 também conhecida como Galáxia de Sombrero ou ainda por NGC4594 é uma galáxia distante 28 milhões de anos luz de nós. O objeto está localizado na constelação da Virgem.
O Observatório Gemini está composto de dois complexos: O Gemini Norte (Mauna Kea – Havai) e o Gemini Sul (Cerro Pachon – Chile). O espelho principal corresponde a oito metros de diâmetro. A seguir o telescópio e uma de suas observaçoes astronômicas.
Imagem do Gemini Norte
Imagem da nebulosa NGC2467
O Telescópio Soar compartilha da proximidade do Gemini Sul. O espelho principal corresponde a quatro metros de diâmetro. Ele é o resultado de um consórcio envolvendo a Universidade do Estado de Michigam (EUA), a Universidade da Carolina do Norte em Cape Hill (EUA) do National Optical Astronomyu Observatory (EUA) e do Laboratório Nacional de Astrofísica (Brasil).
Imagem da Nebulosa NGC2440
Centro de Radioastronomia e Aplicações Espaciais envolve vários radiotelescópios: ROI - Rádio Observatório do Itapetinga Atibaia, SP; ROEN - Rádio Observatório Espacial do Nordeste, Eusébio, CE; SST -Telescópio Solar Submilimétrico El Leoncito, San Juan, Argentina e finalmente a Antena de VLF instalada na Antártica.
Imagem do Rádio Observatório do Itapetinga (ROI)
Sol observado pelo ROI em 22 e 43 GHz (11/03/2006) imagem cedida por Adriana V R Silva do Centro de Radio Astronomia e Astrofisica Mackenzie (CRAAM).
A seguir alguns exemplos de objetos celestes observados a partir de outras facilidades astronômicas do planeta Terra em solo e no espaço.
Nebulosa Eta Carinae - Homúnculo
Crédito: Telescópio Espacial Hubble (NASA), John Morse (Universidade do COLORADO)
Nebulosa Eta Carinae
Crédito: NASA, ESA, Nathan. Smith (
A Galáxia de Sombrero (M 104) vista por outros instrumentos.
M104 pelo Telescópio Espacial Hubble em luz visível.
Crédito: NASA/Hubble Space Telescope/Hubble Heritage Team
Crédito: NASA/Hubble Space Telescope/Hubble Heritage Team
M104 pelo Telescópio Espacial Spitzer em infravermelho.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Kennicutt (
Imagem Combinada Telescópio Espacial Spitzer e Telescópio Espacial Hubble
Crédito: NASA/JPL-Caltech/STScI
A imagem do Telescópio Espacial Spitzer (infravermelho) é resultado da combinação de quatro filtros no azul, no verde, no laranja e no vermelho. Isso permite evidenciar as regiões de poeira da galáxia. A imagem do Telescópio Espacial Hubble foi composta no visível a partir dos filtros azul, verde e vermelho compondo uma imagem natural para a nossa visão. A combinação das imagens resulta numa bela galáxia cujo campo visual no céu corresponde a um quinto do diâmetro de uma lua cheia.
Essa riqueza de informações permite conhecer do que o Universo é constituido. Um pequeno resumo desse Universo está representado pelo painel Conexões Cósmicas criado por Augusto Damineli Neto (IAGUSP), o qual procura descrever o nosso conhecimento sobre a história do Universo.
Referências
Conexões Cósmicas - Autor: Augusto Damineli Neto (IAGUSP)
COOL COSMOS: http://coolcosmos.ipac.caltech.edu/
IRAS: http://irsa.ipac.caltech.edu/IRASdocs/iras.html
Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA):
ROSAT: http://wave.xray.mpe.mpg.de/rosat
Telescópio Espacial Spitzer: http://www.spitzer.caltech.edu/
Telescópio Soar: http://www.soartelescope.org/; http://www.lna.br/soar/soar.html
Very Large Array (VLA): http://www.vla.nrao.edu/
Autor:
Jorge Hönel
Centro de Divulgação Cientifica e Cultural
Universidade de São Paulo