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HowStuffWorks - A realidade da Síndrome de Jerusalém

A realidade da Síndrome de Jerusalém

É certo que muitas pessoas acometidas dessa “enfermidade” têm um histórico de problemas psiquiátricos. Para elas, a Síndrome de Jerusalém é uma extensão da sua insanidade. Se você já está mentalmente doente, a tendência é que seus pensamentos acabem se fixando num objeto específico. Poderia ser uma fixação por OVNIs, ou então teorias conspiratórias - poderia ser também por Jerusalém e o retorno à pureza. Para essas pessoas, Jerusalém passa a ser um lugar culturalmente e historicamente cheio de simbologias que podem dar vazão às suas idéias.

Podemos concluir que, nesses casos, a Síndrome de Jerusalém não pode ser considerada uma anormalidade particular – é um sintoma com uma abrangência maior. Mas o que dizer em relação às mudanças de comportamento que ocorrem com indivíduos cuja sanidade mental não é questionável?

Pessoas com a síndrome propriamente dita não agem como loucos. São ansiosos e até preocupados - e se eu for o Messias? E se eu estiver grávida do Messias? O que eu deverei fazer? - são também educados. Eles descrevem suas experiências como uma sensação de desorientação ou algo parecido com uma intoxicação. Eles não ficam alucinados (em inglês). Eles sabem quem são (eu sei que sou José Silva, mas e se José Silva for o Messias?) Eles se lembram com detalhes do que aconteceu, se envergonham e relutam em discutir o assunto. Dizem ainda que sentiram algo se abrindo dentro delas. [fonte: Bar-El].

Especialistas na Síndrome de Jerusalém acreditam que isso não passa de uma psicose (em inglês). Dizem ser uma reação ao local ou algo mais enraizado dentro de si mesmo.

Eliezer Witztum, professor de psiquiatria, descreveu esse grupo de pessoas como peregrinos ao invés de turistas. Pessoas em férias deixam tudo para trás, movendo-se do centro de suas próprias vidas para um local distante, tanto fisicamente como emocionalmente. Quando estamos viajando, queremos esquecer de tudo o que nos amarra. Peregrinos viajam para o centro de seu mundo, mergulham de cabeça, ao invés de deixá-lo de lado. É esta proximidade com o objetivo central de suas vidas, essa busca profunda de significado, que leva essas pessoas a uma experiência difícil de ser suportada. É simplesmente demais para elas [fonte: Lee].